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sexta-feira, 4 de junho de 2010

As batalhas da vida

Todos sabem que conseguir vaga no mercado de trabalho não é fácil. O problema existe não por falta de emprego, mas sim por falta de qualificação. Por que não mostrar suas qualidades através de ações pertinentes ao que você procura?






Para responder a essa pergunta, mostrarei o case do jovem abaixo, o Daniel Soares, um português de 22 anos. Ele é estagiário da Torke Guerrilha - uma das agências mais famosas de Portugal e a mais desejada pelos estudantes que lá residem.

O Daniel entrou em contato comigo para contar a sua história e pra que eu repassasse para os leitores do blog.

No início do ano ele decidiu que teria seis semanas para conseguir emprego numa das melhores agências de Portugal, e conseguiu, só que em duas.

Ele percebeu que apenas um currículo não seria suficiente para alcançar seu objetivo. Sendo assim, se perguntou: "Há melhor forma para entrar numa agência de guerrilha, que fazer guerrilha para mim próprio? Não. Seria o meu melhor cartão de visita."

Daniel estudou a área da agência e dedicou-se a montar um esquema de guerrilha por uma semana. Depois ter feito isto, criou o queromesmotrabalharnatorke.blogspot.com e uma respectiva conta no Twitter, para posteriormente entrar em contato com o pessoal da agência.
Em sua ação, ele começou a soltar teasers por e-mail e pelo blog dizendo que aconteceria algo inusitado naquela semana.
Num certo dia, ele acordou ás 5h para montar uma cama improvisada na frente da agência.
No início a Torke não deu resposta, mas no final do dia seguinte eles responderam. Isso fez com que Daniel percebesse que eles estavam observando o blog.
Mas isso não foi suficiente. Como ninguém tinha chamado ele para um entrevista, ele decidiu continuar com a "brincadeira" e fez o seguinte vídeo:
Com esse anúncio de vários moradores de Lisboa, o Daniel finalmente foi chamado para uma entrevista e na semana posterior já estava estagiando.

Esse case foi um ótimo exemplo de que podemos mostrar nossas habilidades de forma mais pertinente ao que queremos conquistar.

Obrigado Daniel pela colaboração! Sucesso na Torke!


ps: relembrando que Daniel não é o primeiro combatente da Torke a aparecer por aqui. Da ultima vez o CEO da agência, o André Rabanea, participou da seção Guerra dos Conceitos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

A guerra dos conceitos - Parte 3

Depois de alguns dias de falhas na página do blogger, venho mostrar o penúltimo post do ano e a ultima parte da sessão Guerra dos Conceitos.


Dessa vez quem veio contribuir foi Andre Rabanea, CEO da agência Torke de Portugal e um dos organizadores do Croquete Awards - o primeiro festival de marketing de guerrilha internacional.


Torke:
Cada pessoa tem uma opinião diferente, até porque a denominação de marketing de guerrilha é interpretada de uma forma diferente de acordo com cada país.

Eu trabalho com o segmento há 7 anos e conheço as principais agências internacionais, até as visitei pessoalmente. Em países como Alemanha, Holanda, Inglaterra e EUA, o marketing de guerrilha é considerado todas as ações de marketing que não pedem autorizações legais para as fazer, como colagem de cartazes, distribuição de flyers e projeções nas paredes. Tudo com um conceito mais “ilegal”. E o marketing de guerrilha acaba sendo uma ferramenta dentro do Experimental Marketing, Brand Activation, Brand Action, Brand Experience ou Alternative Marketing.

Já para países como Brasil, Portugal, Espanha, França e Singapura, o marketing de guerrilha é mais abrangente e é como se fosse marketing alternativo, incluindo até ações em meios tradicionais, mas com um toque de “stunt” para gerar mais free mídia. Nestes países a guerrilha está mais focada para clientes grandes também e ações que não necessariaremente tem que ser low budget.

Entre os termos questionados, os classifico da seguinte forma:
Marketing de guerrilha e ações de guerrilha para mim acaba sendo a mesma coisa.

Guerra do marketing na minha opinião é quando os funcionários estão brigando para ver quem pega o café primeiro...uma guerra no marketing.

Marketing de guerra já parece mais o livro arte da guerra e usa mais as terminologias do exército para explicar técnicas de marketing.

Andre Rabanea - CEO da Torke


E aqui termina a sessão Guerra dos Conceitos, a primeira de muitas que serão feitas para o #publisiridadeblog. Muito obrigado George, Ricardo e Andre pela participação. Espero poder contar com vocês mais vezes para debater, popularizar e mostrar cada vez mais a importância do Marketing de Guerrilha para as empresas e para o mercado publicitário.


ps: o próximo post será o último desse ano. Farei uma retrospectiva das melhores ações guerrilheiras que mostrei no decorrer de 2009.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A guerra dos conceitos - Parte 2

No domingo eu iniciei uma seção de posts intitulada "A guerra dos conceitos", onde profissionais de três renomadas agências de guerrilha, do Brasil e de Portugal, contribuiram para a seguinte questão: Qual a diferença entre Guerra do Marketing, Marketing de Guerra, Marketing de Guerrilha e Ações de Guerrilha?
São termos muito confundidos entre estudantes, profissionais e pouco explicados pelos escritores.

Quem abriu a sessão foi George, sócio e criação da Frente de Guerrilha, da Bahia(clique aqui para ver sua opinião). E hoje vos trago a opinião de Ricardo da Tonificante, uma agência que trabalha com o segmento em Caxias do Sul.

Tonificante:
Guerra do marketing eu considero a disputa entre marcas do mesmo segmento, onde cada uma delas adota um posicionamento elevando seus diferenciais. Um exemplo é guerra das cervejarias, dos bancos e operadores de telefonia. Aqui cada uma delas apresenta pontos de contato diferentes para chegar até o consumidor seja com comerciais, patrocínios, marketing de guerrilha e muitos outros.



O Marketing de guerra adota uma postura oposta ao tradicional marketing. Justamente por isso leva este nome, pois é preciso encarar a guerra do marketing da mesma forma que um exército enfrenta uma guerra.  Primeiro estude as táticas e conheça o seu mercado, ou seja, você é líder? Então defenda. Você tem poder? Ataque os líderes. Você é Intermediário? Então seja inovador e ataque pelas beiradas. Você é pequeno demais? Use marketing de guerrilha para conquistar pequenos mercados e incomodar seus adversários.

O marketing de guerrilha é uma destas ferramentas como ponto de contato com o consumidor.  Ela pode estar dentro de um plano de mídia juntamente com televisão, jornal e anúncios de rádio. O marketing de guerrilha ganhou este nome justamente por ter como objetivo ganhar mercado mesmo tendo uma participação menor. Com ações inteligentes em pontos bem determinados, a marca vai conquistando novos espaços.  Dependendo da estratégia adotada, a ação pode se multiplicar rapidamente através da internet, boca a boca e mídia espontânea.


As ações de guerrilha são as estratégias adotadas para poder acontecer o marketing de guerrilha. Entre as ações que podem acontecer são adesivagens inusitadas, abordagens criativas, personagens das ruas, blitz, movimentação de pessoas e etc. Aqui não existe limite e nem formato definido. 
Ricardo - diretor e criação da Tonificante

domingo, 20 de dezembro de 2009

A guerra dos conceitos - Parte 1

Em marketing é comum ver vários profissionais dando opiniões diferentes em relação a termos. O que é a publicidade e o que é a propaganda? O que é o merchandising? O que é de fato o marketing?
Com o Marketing de Guerrilha não é diferente. Esse segmento tão incipiente na comunicação de marcas, tem termos muito parecidos na escrita e confundidos no sentido literal. E para explicá-los, decidi buscar a opinião de quem ta na área, assim, esse post e os dois próximos terão a contribuição de 3 agências guerrilheiras: Frente de Guerrilha da Bahia, Tonificante de Caxias do Sul e Torke de Portugal, respectivamente.

O questionamento para as três foi:
Qual a diferença entre Marketing de Guerrilha, Marketing de Guerra, Ações de Guerrilha e Guerra do Marketing?

Frente de Guerrilha:
Bom, apesar de parecer, não há uma semelhança enorme entre os termos. Dentre os citados, pode-se resumir em apenas duas definições básicas: Marketing de guerrilha foi pensado para pequenos clientes, assim como o termo guerrilha foi pensado para guerras pequenas - onde os combatentes usam estratégias ao invés de um grande poder bélico. Marketing de guerra é pensado de uma forma mais macro, onde se tem o concorrente como principal inimigo e o cliente é o terreno a ser conquistado, assim como deve ser pensado por qualquer empresa - a disputa pelo mercado.
Ações de guerrilha é o marketing de guerrilha em ação e a guerra do marketing é o marketing de guerra e não o marketing brigando entre sim como pode parecer.

Devo ressaltar que essa é uma opinião de uma empresa que lida com o marketing de guerrilha na prática, mas que de qualquer forma, não deve ser considerada uma verdade absoluta.
George - sócio e criação da Frente de Guerrilha

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Entrevista com Edjan da Attack - Marketing de Guerrilha

Há alguns meses divulguei aqui no blog e pelo o @publisiridade que adicionaria uma nova categoria, a publisiridade entrevista. Durante esse tempo houveram desencontros e falta de tempo de ambas as partes, minha e do entrevistado. Por isso peço desculpas aos leitores pela demora.

Essa está sendo a primeira das muitas entrevistas que pretendo adicionar, sempre tentando puxar para o assunto central, que é a guerrilha e suas adjacências.
Vamos ao que interessa...

O Eddie da Attack é Edjan Azevedo desde 1984, publicitário formado pela Unit, desde 2006, vascaíno desde sempre e inquieto por vocação. De Atendimento do departamento comercial de uma TV até proprietário de uma empresa de Mídia que nunca existiu, passando por Redator freelancer, já foi de tudo um pouco. Até que surgiu a agência Attack e ele pôde ser tudo isto ao mesmo tempo...


1- Como é trabalhar com ações de guerrilha num mercado que não está acostumado com elas?

É mesmo uma guerra, o termo não poderia ser o mais indicado. É a luta de uma boa idéia, adequada ao perfil do produto e/ou da sua campanha publicitária, contra a intransigência do cliente ou parceiro e a descrença do se “vale mesmo a pena” investir no que foi proposto.

2- A guerrilha é uma ferramenta incipiente no marketing. Muitas empresas ainda não “confiam” em ações desse tipo. Com base nisso, como a Attack procura prospectar suas ações?
A Attack sempre atuou da mesma forma, desde o seu início: trabalha em parceria com as agências de propaganda. Assim, é com eles nosso tratamento, nossas conversas e tentativas de persuasão. É, definitivamente, um público mais instruído e muito mais fácil de lidar. Quanto às empresas, o cenário tem mudado graças aos bons profissionais que estão nos seus departamentos de Marketing. A tendência é o mercado amadurecer cada vez mais, e já temos visto algum amadurecimento.

3- Como vocês contabilizam o valor de uma idéia? Há um contrato para que vocês pensem?
Não há um valor de mercado deste “produto”, e assim fica difícil (e injusto!) definirmos um preço. Temos um valor do serviço que prestamos e o seu valor varia de acordo com a logística e duração da ação em questão; quanto à criação, não tem preço: se não for aprovada temos como protegê-la para que não seja usada de má fé (como vez ou outra acontecia), e se caso for aprovada a idéia vai de ‘brinde’. rsrs

4- Quais as dificuldades da agência?
A maior dificuldade é o mercado em si. São as empresas com pensamento pequeno, acostumadas com o me too (‘eu também’), com o medo de inovar. Faz o que o concorrente faz e vida que segue. São as agências que são mais motivadas por sua comissão do que por apresentar uma solução barata e impactante ao cliente, e assim, a guerrilha com seu valor pequeno será sempre preterida por outros meios e suas comissões generosas. Mas continuo convicto que os novos profissionais que estão há pouco tempo no mercado, trouxeram uma nova mentalidade e a tendência é melhorarmos (sim, me incluo nesta turma) o mercado da propaganda em Sergipe.

5- Qual o segmento de mercado que mais procura seus serviços?
Penso que o ramo da Construção Civil é o que mais nos procurou durante estes dois anos da Attack. As construtoras mantêm uma frequência de solicitações dos nossos serviços, talvez por terem um produto peculiar em que os empreendimentos estão cada vez mais parecidos. Praticamente não há mais diferencial e o que faz a diferença é o conceito, o valor sentimental, a surpresa, o impacto da comunicação. E é aí que entra a guerrilha...

6- Há uma freqüência em algum desses segmentos?
Não. Se a agência percebe que o empreendimento lançado ou relançado tem algum diferencial que pode ser aproveitado no contato direto com o seu target, eles nos informam e pensamos algo juntos.

7- Qual o maior case de vocês? Conte-nos um pouco sobre ele.
Há uma confusão sobre este termo do “maior case”. Seria o maior o que mais deu resultado ou o que gerou maior buzz? Já fizemos panfletagem diferenciada em semáforos para um empreendimento que sequer tinha sido lançado (muito menos construído) e ‘vendemos’ mais de 80% dos apartamentos do prédio em questão. De qualquer forma, creio que o maior feito da Attack foi elaborar e executar a ação dos Aprovados para o Governo de Sergipe. Para quem não sabe, a Attack levou para o Verão Sergipe 2008 na Caueira, dez promotores que levavam o logo do governo em suas cabeças raspadas.

Arte pura: cada logo foi desenhado manualmente por um cabeleireiro especializado nesse tipo de trabalho (e o trabalho para descobrir quem fazia isso?). Era a prova de que estudantes da rede pública também têm condições de serem aprovados no vestibular da UFS e, por isso, nada mais justo que expor este orgulho para todos. Lembro dos rostos surpresos de quem estava nos shows e viam os ‘aprovados’ curtindo a festa, circulando em grupos, dando entrevistas, tendo encontro com o Governador, e tudo mais. O fato de não ser distribuído um único panfleto, um brinde ou nada parecido, causou um estranhamento em todos e a partir dali, o próprio mercado começou a olhar com outros olhos o que a Attack estava disposta a fazer. Como disse antes, não sei se este foi o maior, mas certamente, para mim, foi o mais marcante.

8- Numa agência de publicidade/propaganda, o surgimento de insights para campanhas, tem como base os briefings, entre eles, o que é feito pelo o atendimento. Como se dá o surgimento das idéias numa agência de marketing de guerrilha? Há uma semelhança em sua concepção em relação às agências tradicionais?
Trabalhamos em parceria com as agências de propaganda, e por isso, começamos o nosso trabalho a partir do briefing por elas passado. Ações já foram idealizadas a partir do argumento da Criação das agências, assim como a partir de alguma idéia para ação que sugerimos, foi criada toda uma campanha da agência parceira. O nosso objetivo sempre é, muito mais do que apenas prestar serviço, ser um parceiro tanto para a agência quanto para o cliente.

9- As áreas mais presentes de uma agência de propaganda são muito faladas no curso de comunicação social com habilitação em publicidade e propaganda. Outras segmentos como a guerrilha, pouco se escuta. Quais referências você indica para alunos que querem trabalhar com esse segmento?
Comecei a entender a Guerrilha depois que me formei, mas percebi a não-propaganda bem antes. Fascinava a mim tudo aquilo que ‘não tinha a intenção’ de vender e acabava vendendo; tudo aquilo que não era pra dizer nada e acabava dizendo.  E acho que esta percepção é muito importante. Penso que em Publicidade deve ser ensinada a Propaganda e a não-propaganda. E quando todos no curso perceberem que a propaganda com seus meios ‘de sempre’ está cada vez mais desgastada, que o consumidor precisa de algo novo, palpável, mais próximo e que fale diretamente a ele, aí sim começará a entender a Guerrilha... mesmo que não a ensinem na sala de aula. Antes de sugerir que os interessados se utilizem da Internet para descobrir fatos e ações de guerrilhas sensacionais que servirão como base de conhecimento, indico antes uma mudança de percepção. Aconselho aos interessados que comecem a prestar atenção na comunicação das marcas e pensar em como aproximá-las de seus clientes finais, não com filmes, painéis e cartazes, mas sim com coisas tangíveis, próximas do consumidor e que causem algum impacto emocional, pois a chave está nessa palavra: emoção. A partir desta nova percepção, podem jogar no Google que o material na Internet é vasto e o resultado é garantido.

10- O viral, PR stunt e emboscada, são alguns dos termos da guerrilha. Com qual dessas ferramentas vocês costumam trabalhar? Fazem o que se adequar melhor a necessidade do cliente?
Penso que quem trabalha com o diferente não pode ser seu refém. A Attack tem o maior prazer de ter idéias inovadoras, porém o prazer de ter uma idéia ‘comum’ e ter o resultado esperado é o mesmo. Acho que o foco deve ser sempre o objetivo do cliente e, nem sempre este quer ou precisa de uma ação de vanguarda, uma comunicação impactante, muito buzz ou algo do tipo. Portanto, o viral, PR Stunt, o marketing invisível, ou qualquer outra ferramenta sempre é usada por nós como um instrumento para atingirmos o objetivo do cliente, e nunca como forma vender a Attack como sendo a agência que sempre faz o diferente.

11- Há poucos anos, as redes sociais se infiltraram na chamada web 2.0. Graças a seu poder de viralização, por parte de seus geradores de conteúdo(nós), elas tem sido usadas cada vez mais com ações de guerrilha, em sinergia. A attack trabalha com essas ações ou pretende?
A Attack sempre pensa em potencializar suas ações ou projetos e, sendo assim, esta ‘nova’ internet tem sido uma ótima aliada neste sentido. Quando você mexe com o emocional das pessoas, passa a mensagem diretamente ao consumidor e este é tocado pela mesma, a probabilidade deste consumidor espalhar sua experiência para os seus amigos é enorme. Antigamente isto era o boca a boca, hoje é através de Twitter, Orkut, Facebook e etc. Só fez aumentar o número de possibilidades de gerar conteúdos para o cliente, por isso a Attack é a favor das redes sociais na Internet. rsrs 

O que acharam?

Nas próximas entrevistas tentarei trazer profissionais do sul, os quais já entrei em contato, e também profissionais de Marketing Digital, para falar dos virais que acontecem nas redes sociais e como isso pode ajudar as ações de guerrilha.